29 Setembro, 2009

β-Lactâmicos

Esta classe de antimicrobianos abrange alguns grupos de agentes que possuem em comum o anel beta-lactâmico, diferindo entre si pelas estruturas diretamente ligadas a ele. Seus representantes caracterizam-se por variados radicais aí acoplados.

A formação inadequada da parede bacteriana ocasiona entrada de fluidos em meios de menor osmolaridade com lise da bactéria (ação bactericida). Em meios de maior osmolaridade, a célula bacteriana perde seu conteúdo. Logo, microrganismos desprovidos de parede celular apresentam resistência natural aos beta-lactâmicos.

Produção de β-lactamases;
Hidrolisam o anel β-lactâmico, transformando os antibióticos em produtos inativos;
β-lactamases - normalmente não são ativas contra meticilina, oxacilina e cefalosporinas;
Gram- : mais de 30 tipos diferentes de β-lactamases codificadas e transferidas por plasmídios;

Ex: TEM-1, SHV-1, OXA, PSE

Inibem a síntese de parede celular:


• Penicilinas
• Cefalosporinas
• Carbapenêmicos
• Monobactâmicos
• Inibidores de β-lactamases

» Penicilinas

○ É ativa contra; cocos e bacilos Gram +; Cocos Gram -; Espiroquetas; não satisfatória contra bacilos Gram -
○ Incapacidade de atravessar membrana externa dessas bactérias
○ Penicilina Gram - inconveniente: vida média muito curta.
○ Dois derivados: absorção e eliminação lentas
- Penicilina Procaina
- Penicilina Benzatina

» Cefalosporina de 1ª geração

Ativas contra G+ e algumas G-
Não possuem ação contra enterococos, Pseudomonas, Listeria, clamídeas e estafilococos resistentes a oxacilina;
Indicação: infecções estafilocócicas sensíveis a oxacilina, infecções respiratórias (Haemophilus influenzae), pneumococo, estreptococos e prevenção de infecções cirúrgicas;
- Cefalotina, cefazolina, cefalexina, cefadroxil, cefradina

◘ Cefalosporina de 2ª geração
Mais resistentes à ação das β-lactamases produzidas por G-
Cefoxitina, cefamandol, cefaclor, cefuroxima;
Cefoxitina- indicada para bactérias anaeróbias estritas;

Cefalosporina de 3ª geração
Ceftriaxona, cefotaxima, cefoperazona, ceftazidima;
Ainda mais resistentes às β-lactamases de G-
Boa atividade contra enterobactérias e Haemophilus influenzae;
Atravessa barreira liquórica- meningites por entrobactérias e Haemophilus influenzae;
Não tem atividade sobre enterococos, listerias e clamídeas;
Menos ativas contra estafilococos e anaeróbios

» Carbapenêmicos

Amplo espectro de ação
Grande estabilidade diante das β-lactamases;
Imipenem, meropenem e ertapenem
Cocos e bacilos G+ e G-, aeróbios e anaeróbios;
Resistentes: alguns bacilos G- não fermentadores de glicose, microbactérias estafilococos resistentes a oxacilina, clamídeas e micoplasmas

» Monobactâmicos

Único utilizado na clínica: Aztreonam;
Boa atividade sobre G- aeróbias (enterobactérias, neisserias e Pseudomonas aeruginosa);
Nenhuma atividade sobre G+, anaeróbios, legionelas e Acinetobacter baumanii;
Baixa capacidade de se ligar às PBPs;
É altamente resistente à ação das β-lactamases bacterianas;

» Inibidores das β-Lactamases

○ Amoxicilina + ácido clavulânico
Ticarcilina + ácido clavulânico
Piperacilina + tazobactam
Ampicilina + sulbactam

28 Setembro, 2009

Brasil fecha acordo com farmacêutica para desenvolver vacina contra dengue


O custo de desenvolvimento, de 70 milhões de euros (quase R$ 184 milhões), será dividido igualmente entre o governo brasileiro e a gigante farmacêutica. A GSK (laboratório britânico GlaxoSmithKline) participará da montagem de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento será voltado a tecnologias para a "prevenção e atenção" a três doenças: dengue, malária e febre amarela. Na primeira etapa, a prioridade será o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue.


O ministro admitiu que o desenvolvimento da vacina não é simples:

“Primeiro é preciso desenvolver um protótipo, depois produzi-lo em escala semi-industrial, depois testar em animais, depois testar em seres humanos, é um longo caminho a ser desenvolvido.”
Pouco depois do anúncio, a assessoria do Ministério esclareceu que Temporão ponderou que, em um cenário absolutamente otimista, seriam necessários pelo menos cinco anos para que a pesquisa dê resultado . “Sabemos que entre o desenvolvimento de uma vacina e toda a fase de testes leva-se um bom tempo até se pensar no início da produção”, explicou a assessoria.

Segundo Temporão, essa é a primeira parceria público-privada do Brasil na área de produção de vacinas. Mas há uma antiga parceria entre o Instituto Butantan (público, subordinado ao governo de São Paulo) e a francesa Sanofi-Aventis, para o desenvolvimento de vacinas.


A semana de Temporão em Londres foi dedicada a fortalecer a indústria farmacêutica e de equipamentos de saúde no Brasil. Empresários brasileiros acompanham a comitiva

Processos de degradação e síntese de Aminoácidos e Proteínas

» Processo de quebra/catálise

a) Degradação Lipossomal

- Lisossomas (organela).
- Degradação de um grupo específico de proteínas e enzimas que atuam com o ph ácido 5,0.
- É um processo enzimático/ proteases

↑ Atividade lisossomal ↓ Concentração de AA/Proteínas no lisossoma
↓ Atividade lisossomal ↑ Concentração de AA/Proteínas no lisossomo

• Regulação fisiológica bioquímica da organela.

b) Degradação Citoplasmática

- Ocorre quando o citoplasma é ácido.
- Se as células degradarem os AA+Proteínas abundantes no citoplasma poderá ocasionar atrofiamento celular.

c) Degradação por Ubiquitinas

- É um processo de inativação dos AA e das Proteínas.
- Ocorre em células eucarióticas • Citoplasmas / Lisossomas.
- Ocorrem com degradação de ATP.
- Enzimático • Enzimas de ubiquitinas • Proteína Ligase.

d) Degradação Proteossomos

- Degradação das proteínas celulares (intracelulares) em subunidades de aminoácido. Alfa-amino e Beta-amino.
• Complexo de Golgi
• Citoplasma
• Mitocondrias e RER